Quem
não foi no Carpe Diem na época de ouro, onde ovos
voavam do prédio em frente ao bar, ou então no Merlin,
ahhh o Merlim, onde foi imortalizada a "Dança do Machiche",
pois é, quem frequentou lugares como estes sabe muito bem
o que é a filosofia Sabor do Pagode. E olha que não
foram poucos os lugares em que esta filosofia esteve presente,
nós já enganamos em vários lugares, desde
um mocó de um bicheiro pra lá do Reggae Night até
Assuncion no Paraguai. Nenhum grupo nunca enganou tão bem,
somo profisionais neste quesito.
O Sabor do Pagode na verdade ninguém sabe como começou,
o que se sabe é que alguns doidos como João Pescoçinho
de ouro, Aranha da Folha, Cimino da Clarineta entre outros comecaram
a se reunir em uma padaria da rua Tutoia para ver se conseguiam
fazer uma batucada. Aos poucos o grupo foi se fortalecendo, e
hoje é este fenômeno de audiência e venda de
cd´s que o Brasil todo conhece, completando seu 11 aniversario
em 2003.
Em onze anos fomos padrinhos de muitos sambistas hoje famosos
como Mario Sérgio e o grupo Fundo de Quintal, Negritude,
Sem Compromisso e dos Lobisomens do Samba (um pequeno grupo familiar
do México, amigos do Gugu Liberato), estes astros devem
todo o seu sucesso ao grupo Sabor do Pagode, que ensinou-lhes
todo o "beabá", desde aquele famoso jeitinho
de tocar pandeiro do 1, 2, 3 ,,,, 1, 2, 3,,,, até composições
consagradas de Mauricinho Boca Fina. Se não fosse o Sabor
do Pagode para trazer para os jardins sucessos como "Seja
sambista também" (descoberto pelo Nando em um de seus
furtos de fita cassete da casa de André, o mais bonito
do grupo), ou então "Aquela Boca sem dente que eu
Beijava", provavelmente ninguém teria acesso, e hoje
não seriam tão famosas nos diversos pagodes espalhados
pela Faria Lima e região.
Mas nem tudo é alegria, neste tempo todo já passamos
por diversas situações adversas, lidamos com botequeiros,
fechamos bares na porrada, voltamos do Reggae Night no teto do
carro pelados, catamos mulheres horrendas, tocamos e não
recebemos, bebemos cerveja sem gelo, pulamos fogueira pelados,
presenciamos a troca do sapato encantado, jogamos tamanco em parentes,
tocamos para "ninguéééémmmm",
mas mesmo assim, nós adoramos este sofrimento. É
impressionante, depois vocês vão poder ver na seção
de histórias, quantas bizarrices já nos aconteceram,
mas nunca abandonamos este amor pela presepada.
A verdade é uma só, não somos um grupo, somos
uma comunidade, uma comunidade que gosta de beber, dar risada,
entrar
em roubada, mas principalmente tocar samba. O Samba é algo
inexplicável pois em todos estes anos tocamos praticamente
as mesmas músicas, no mesmo ritmo, mas a cada vez que começamos,
arrepia todo mundo que está junto conosco. Dá pra
ver nos olhos da galera que aquilo é algo diferente do
que tem por aí. Jamais seremos músicos de verdade,
nem queremos, jamais iremos gravar um CD, jamais iremos vestir
roupas com purpurina para andar de Corvete, mas só quem
é da comunidade sabe, o quanto é bom chegar o domingão
e ouvir um batuque naquele ritmo alucinante, e aquelas vozes roucas
e desafinadas.
O Sabor do Pagode neste site mostra o que realmente pensamos do
nosso grupo, ou da nossa comunidade. Nunca fomos formados por
8 integrantes, e sim por diversos, pessoas que desde a primeira
batida no pandeiro estiveram consoco, em lugares cheios e vazios,
e para todas estas pessoas que este site foi feito, para os sócios
patrimoniais do Sabor do Pagode.
Sejam bem vindos e até domingo.
Sabor do Pagode