Episódio
5
Tsunami na Vovó
Tinha
tudo para ser mais um churrasco regado a pagode, como tantos outros
que já tínhamos tocado
O check
list foi negativo (lembre-se leitor, nosso check list consta basicamente
de duas simples perguntas: "vai ter mulher?" e "da
pra tocar só meis horinha?"), mas a pindaíba
era brava e qualquer paga era bemvinda.
Ao chegarmos
a surpresa: um enorme tobogã descendo o morro e findando
em uma piscinona daquelas de ter que usar bóia!!! Mal podíamos
resistir a nos despir ali mesmo e pular dentro daquele mar de
água e cloro!!! Mas Sabor do Pagode é profissa,
Sabor do Pagode é música, Sabor do Pagode não
tem bóia, portanto tem que ir tocar!!!!
Enquanto
tocávamos, vários casais senis dançavam gafieira
e balançavam os indicadores para cima (sinal típico
de quem não conhece samba…). Vez por outra aparecia
uma donzela para nos prestigiar, mas a maioria dos ouvintes realmente
já estava pra lá da curva do rio…
Chega
a hora do primeiro intervalo e nós, como de costume já
levemente alcoolizados, começamos a ter pensamentos estranhos…
Enquanto
esses pensamentos maquinavam em nossas cabecinhas, nosso querido
sócio patrimonial Marquinhos, o Boto (ver seção
sócios), se antecipou e deu o primeiro Tchibum!!!
Onde passa boi passa boiada: em segundos todos nós estávamos
brincando na água, enquanto o Boto desfrutava de uma caipirinha
na quina da piscina, bradando para quem quisesse ouvir: "Isto
é tudo meu!!! Tudo meu!!!"
Mas aquele
tobogã insistia em nos desafiar…
Tomamos
a decisão: o tobogã não permaneceria intacto
nem por mais um segundo!!!
Primeiro
foi Douglas Navarro. Seguido de perto pelo Boto. Depois desceu
Alemão, Cimino e André. Seguidos por Nando, de peixinho.
Fechava a comitiva Mauricinho, Fabiano e Pedrinho.
Passado
o primeiro salto sem que houvesse nenhuma represália, partimos
para descidas mais ousadas, sem reparar na Vovó que tranquilamente
repousava sobre uma cadeira de praia, lendo seu livro. Lamentavelmente
ela estava proxima demais a "zona de alcance" e, na
descida varzeana final (onde todos descemos em trenzinho, com
lata de cerveja na mão e aos berros…) a boa velhinha
foi encoberta por uma onde gigante (a tão temida Tsunami),
que molhou desde seu livro até o lenço que cobria
os bobs da sua cabeça!!!
Passado
o constrangimento (ela era mãe do dono da festa) e mais
meia hora de pagode, fomos assistir a final do brasileirão,
onde Douglas Navarro e Boto (completamente encharcados e deitados
no meio da sala de televisão) continuaram a ofender o dono
da casa, palmeirense doente…
Recebemos
nossa paga após elogios ao nosso "espetáculo".
Voltamos para casa satisfeitos com o serviço prestado e
esperando novas oportunidades para mostrarmos nosso talento. Daquele
senhor e da boa velhinha nunca mais tivemos notícias.
Esperamos
encontra-los novamente através desse site, para desfrutarmos
ainda que apenas mais alguns minutos daquele sensacional tobogã
que tanta alegria nos deu…
Episódio
4
"Verão Vivo no Paraguai"
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com certeza ela será publicada.