Logo
no dia anterior a festa, nas negociações finais
(perguntas: "vai ter mulher?" e "dá pra
tocar só meia horinha?") percebemos que aquela seria
uma festa de gala, a comecar pelos dois cachorros de espelho colado
( isso mesmo, iguais aos globos de discoteca ) na porta, peças
típicas do artesanato nacional, e continuando nas bananeiras
de plastico no jardim ( vindas diretamente de Cancun ).
Um
palco e várias mesas foram montadas em um grande quintal
, no fundo da casa, formando uma verdadeira casa de shows. Enquanto
nos preparávamos para tocar, encontramos algumas fantasias
de carnaval, percebendo que nao estariamos sozinhos na presepada,
que alguém passaria vergonha também.
Apos
um início empolgado com a pista de danca lotada, aos poucos
a multidão foi se encaminhando para as mesas ( talvez porque
a faixa etaria media era de 86 anos , e estava na hora de voltar
pra maquina de hemodiálise ) . No comeco da terceira musica
esta era a cena: O grupo sabor do pagode tocando empolgadíssimo
no palco e duas meninas (e mais ninguem ) na pista de dança
brincando de bambolê, uma imitava um cone e a outra tentava
embocar...
Após
várias tentativas frustradas uma delas ficou emburrada
e nao quis mais brincar, foi nesta hora que o sabor do pagode
atingiu o auge da noite. NINGUÉM estava assistindo ao grupo,
e neste momento Douglas Navarro , que mais tarde faria uma aparição
relâmpago na bateria (até hoje o cara da bateria
esta procurando quem que deu aquela porrada no prato ), começou
a falar no meio da música : NINNNNNGUEEEEEMMMM, NINNNNGUEEEEMMMMMM
!!!
Num certo momento, a única coisa que se ouvia naquele salão
era : NINNNNGUEEMMMMMM, mas como ninguem estava ouvindo mesmo,
ninguem percebeu.
Apos
a eletrizante participacao do sabor do pagode, ainda assistimos
a um grande desfile de carnaval com o Sr. Punheta ajudando na
organização, dizendo quem entrava e quando... (
como se ele entendesse algo)